No complexo e incerto ambiente empresarial de hoje em dia, percebemos que nenhuma organização pode crescer, prosperar ou sobreviver sem uma experiente, empenhada e consciente da força de trabalho. Isso inclui a liderança, a gestão e os funcionários em todos os níveis. As organizações esclarecidas também sabem que atualmente a comunicação interna não se baseia apenas em veículos, mas sim em diálogo cara a cara.
A comunicação interna está evoluindo para um novo nível, onde o foco está na aceleração da tomada de decisão, que consequentemente desafia o conhecimento das pessoas e estimula a troca de informações entre líderes, gerentes e funcionários. À medida que avançamos, devemos nos perguntar:
“Como podemos utilizar a comunicação interna
estratégica para melhorar a eficácia organizacional?”

Em uma época em que a informação é abundante, a vantagem competitiva reside em nossa capacidade de afetar comportamentos, atitudes e ações dos nossos colaboradores através de relevantes informações e de um diálogo objetivo. O resultado final é uma força de trabalho que pode tomar decisões de forma rápida, precisa e consistente com a estratégia de negócios. Mais importante ainda, uma força de trabalho que, em geral acredita na finalidade, valores e objetivos da organização.
Leia a seguir as 22 leis para engajar funcionários:
1. O CEO finalmente impulsiona o comportamento dos funcionários e da cultura organizacional
Numa organização eficaz e eficiente, o CEO deve assumir o papel de líder no processo de engajamento. Um princípio norteador bem articulado (seja voltado à cultura, objetivos da empresa ou valores organizacionais) pode trazer foco a organização, alinhar e motivar funcionários e orientar efetivamente a comunicação internamente. A comunicação interna deve ajudar a moldar e guiar as ações e decisões do CEO para que elas sejam claramente entendidas e ativamente engajadas.
2. Se o CEO não der conta, o CCO entra em ação
Em muitos casos, o CEO não entende a importância de suas funções no processo de engajamento. Portanto, o diretor de comunicação tem autonomia para ajudar a esclarecer a filosofia da empresa, sua infraestrutura, seu sistema comunicacional, ofertando feedback aos colaboradores e transformando o ambiente de trabalho em lugar saudável.
3. Gestão e comunicação devem estar casadas: elas não são parentes distantes
Essa é provavelmente a mais importante lição de todas. Cada vez mais percebemos que a gestão e a comunicação estão intrinsecamente ligadas. A comunicação deve ser vista como um componente importante do modelo de gestão e não como uma função separada e distinta.
4. A tomada de decisão deve ser inclusiva e integrada
A falta de envolvimento na tomada de decisão resulta em funcionários que se sentem desiludidos e sem poder. Devemos moldar a comunicação para que ela se torne uma ferramenta capaz de ligar os funcionários com as decisões de negócios, permitindo que eles expressem suas opiniões e sugestões que possam afetar os resultados da empresa.
5. É tudo uma questão de propósito
As pessoas procuram um propósito em tudo que fazem. No âmbito organizacional, enquanto a liderança é responsável por defini-lo a gestão fica incumbida de reforçá-lo. Sem um propósito significativo, os funcionários não se tornam engajados no sucesso da organização.
6. Torne aquilo “Importante”
Metade da batalha em eficácia organizacional recai sobre a capacidade da liderança em ser disciplinada e comprometida com suas metas, estratégias e propósitos. Adote uma filosofia de como gerenciar, como se comunicar, como operar e fique com ela.
7. Veja seus funcionários como um eleitorado e não como uma plateia
Até o momento, os líderes, gestores e comunicadores tratavam os seus funcionários como uma plateia, em alguns casos, como um peso necessário.
Realidade: Os funcionários são seres humanos inteligentes e ativamente envolvidos em suas comunidades e no mundo ao seu redor. Para ser organizacionalmente eficaz, os funcionários devem ser tratados como um eleitorado capaz de formar opinião, tomar decisões e finalmente ter sucesso organizacional. Isso significa oferecer fatos, interação, discussão, debate, diálogo e comunicação aberta.
8. Descoberta X Venda
O erro mais cometido hoje em dia pela gestão e pelos comunicadores é a crença de que eles precisam “vender” para os funcionários novas ideias da estratégia corporativa. Entretanto, as pessoas sentem o “cheiro da venda” e recusam tudo aquilo que estava para ser aprovado. A abordagem certa é baseada no modelo de “descoberta” – que permite aos funcionários encontrarem a resposta ou a verdade por si mesmos. Isso engloba um novo tipo de pensamento voltado para um tom provocativo, um método mais autêntico de discussão e debate e uma visão mais pragmática do comportamento humano.
9. A comunicação deve ser global
A comunicação interna é mais eficaz quando está alinhada a outras funções da comunicação: relações com investidores, relações com a mídia, relações com o marketing e a comunidade. Além disso, deve estar entrelaçada com as áreas de gestão, recursos humanos, produção, compras, etc. O ideal, é que a comunicação seja vista como uma via bidirecional e não como um grupo de funções desconexas, ela deve atingir uniformemente todas as esferas da empresa.
10. O funcionário compreende a estratégia da organização quando identifica e sente os valores transformados em comportamentos e não apenas por meio do “discurso corporativo”
Por meio de ações, a liderança sênior pode induzir a mentalidade apropriada em torno da estratégia da organização, definir o tom gerencial e operacional e propiciar foco contínuo no futuro.
11. O mercado deveria dominar o diálogo interno
O macroambiente influencia no desenvolvimento de um ambiente interno saudável. Todas as ações e veículos internos (publicações mensais, reuniões de funcionários, intranet) devem ser usados também para compartilhar informações sobre a concorrência, as tendências do mercado, os clientes, etc. Essa atitude permite que os funcionários tenham uma noção mais ampla do macroambiente e por meio disso possam avaliar seu próprio desempenho e compreender os motivos das decisões de sua companhia em determinados assuntos.
12. A comunicação deve ser dinâmica ao contrário de inerte
Uma comunicação interna eficaz faz os funcionários produzirem mais. Os comunicados fornecem informações que influenciam a tomada de decisão e reforçam comportamentos. Além disso, são utilizados como referência.
Dica: examine os comunicados produzidos recentemente e faça as seguintes perguntas: O quanto isso é realmente necessário? Útil? Eu consegui fazer com que as pessoas me compreendessem? Eu forneci informações-chave? Ou simplesmente apenas produzi mais uma informação sem conteúdo?
13. Os comunicadores devem ser empresários em primeiro lugar, bem como solucionadores de problemas e especialistas em comportamento
Para alcançar o sucesso organizacional, devemos alinhar a comunicação com as prioridades da empresa. Os comunicadores devem se esforçar para compreender os desafios da empresa, as prioridades e os objetivos do negócio, a concorrência e as tendências de mercado, e como resultado, devem desenvolver estratégias e mensagens que estejam de acordo com esses princípios.
14. Tenha a coragem de ser subjetivo
Os comunicadores devem estar dispostos a realizar pesquisas para olhar interiormente seus processos, sucessos e fracassos. Um componente chave para a prática de uma comunicação interna eficaz e relevante é a pesquisa segmentada e a análise. Agora mais do que nunca, os comunicadores devem saber discernir entre problema e sintomas que se referem ao desempenho organizacional.
15. As iniciativas corporativas falham por causa de uma comunicação inadequada
A comunicação interna deve servir como elo entre a liderança corporativa e os colaboradores. Os funcionários não irão apoiar uma iniciativa da direção a menos que eles compreendam a sua relação e o seu papel na estratégia organizacional.
16. Os funcionários devem ter um quadro de referência
A comunicação interna começa com o “por quê”. Informação não faz sentido, a menos que um quadro de referência seja criado. Devemos fornecer uma explicação sobre o propósito, o contexto e o significado da empresa tanto para a liderança quanto para os funcionários.
17. Conectando X Construindo Relacionamentos
No atual ambiente tecnológico, os comunicadores estarão mais envolvidos na construção e fortalecimento das relações entre a organização e os funcionários. Isso significa mais tempo se comunicando com os funcionários e, além disso, identificando se a realidade deles se relaciona com a organização, seus produtos e serviços.
18. Simplicidade gera interesse
O papel da comunicação interna é ajudar a organização e a liderança a manter as coisas simples. À medida que o mundo torna-se mais complexo, a abundância de informação pode sobrecarregar os funcionários. A capacidade de manter as coisas simples continua sendo uma vantagem competitiva, da mesma forma que a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Devemos filtrar as mensagens da nossa liderança e fornecer informações claras, relevantes e objetivas.
19. “Onde estou?”
Esta é a pergunta mais frequente na mente das pessoas, pois elas continuam procurando um significado e satisfação tanto no trabalho quanto na vida. Responda isso de forma consistente e respeitosa e os resultados serão significativos.
20. Tamanho não significa nada
Essas leis são aplicáveis as pequenas, médias e grandes empresas globais. As lições aqui não são sobre orçamentos e recursos, mas sim sobre filosofia, compromisso e disciplina.
21. Cultura de informação X Comunicação
O primeiro enfatiza a quantidade de dados transmitidos, enquanto o segundo equilibra as informações com interação permitindo que as pessoas possam se envolver no negócio.
22. Lembrem-se, as pessoas estão trabalhando com o volume desligado
Hoje, o principal desafio para a maioria das organizações é que os funcionários estão trabalhando “com o volume desligado.” Ou seja, eles são inundados com tanta informação que isso os confunde. A comunicação interna é desafiada com a tarefa de capturar a atenção dos funcionários, mesmo sabendo que os mesmos estão assistindo a “ação” com o volume baixo. Não vamos captar a atenção de nossos colaboradores mudando o que dizemos, mas sim o que eles veem.
Referência: Revista Perspective – Publicada por Edelman Change e Employee Engagement, grupo de consultoria da Edelman.
Por: Laís Castro – 3º RP C